Pará lidera valor da extração vegetal no país, com R$ 2,9 bilhões em 2025 Estado respondeu por 41,4% do valor nacional do extrativismo vegetal; açaí e madeira em tora se destacam na produção paraense.
Considerando as duas atividades, a produção florestal do Pará alcançou R$ 3,3 bilhões em 2025, colocando o estado na 7ª posição entre as Unidades da Federação. O extrativismo vegetal respondeu por 86,8% desse valor, enquanto a silvicultura representou 13,2%, com R$ 434,2 milhões.
Entre os municípios brasileiros com os maiores valores da produção florestal, Portel (PA) ocupou a 19ª posição. A produção do município é exclusivamente extrativista, com destaque para a extração de madeira em tora.
Valor do extrativismo paraense mantém trajetória de crescimento O valor da produção da extração vegetal no Pará mantém uma trajetória de crescimento desde 2016.
Em 2025, o avanço de 3,7% em relação ao ano anterior levou a produção para R$ 2,9 bilhões e manteve o estado na liderança nacional.
No extrativismo paraense, os produtos madeireiros concentram a maior parcela do valor da produção, mas os produtos não madeireiros também têm papel relevante, especialmente para a geração de trabalho e renda de povos e comunidades tradicionais. Em 2025, o valor da produção dos produtos extrativos não madeireiros cresceu 14,5% no Pará e chegou a R$ 960,5 milhões. Desse montante, 87,3% vieram do açaí. Pará concentra dois terços da produção nacional de açaí extrativo O Pará permaneceu como o maior produtor de açaí extrativo do país, com 167,4 mil toneladas em 2025, equivalentes a 66,7% do total nacional.A quantidade produzida recuou 0,7% em relação ao ano anterior, mas o valor da produção aumentou 12,8%, chegando a R$ 838,6 milhões. Com esse resultado, o estado respondeu por 75,9% do valor nacional da produção de açaí extrativo. A liderança paraense também se evidencia no levantamento municipal. Dos dez municípios brasileiros com os maiores volumes de produção de açaí extrativo, sete estão no Pará.
Limoeiro do Ajuru continuou na primeira posição nacional e, sozinho, respondeu por 19,5% do volume produzido no país. Os cinco maiores valores municipais da produção de açaí extrativo do Brasil foram registrados no Pará:
1. Limoeiro do Ajuru: R$ 245 milhões
2. Oeiras do Pará: R$ 140 milhões
3. Afuá: R$ 58,2 milhões
4. Mocajuba: R$ 39,5 milhões
5. Inhangapi: R$ 38,9 milhões
Entre os produtos não madeireiros do extrativismo paraense, os maiores valores da produção foram:
1. Açaí: R$ 838,6 milhões
2. Castanha-do-pará: R$ 67,3 milhões
3. Cumaru: R$ 25,1 milhões
4. Palmito: R$ 17,1 milhões
5. Tucumã ou tucum: R$ 2,7 milhões
Os dados da PEVS se referem ao açaí obtido por meio do extrativismo vegetal. Atualmente, os maiores volumes de açaí produzidos no Brasil têm origem em áreas cultivadas, cujas informações são levantadas pelo IBGE na Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM).
Produção de castanha cai, mas valor cresce 9,2%
A produção paraense de castanha-do-pará apresentou redução de 38,5% em quantidade, totalizando 5,4 mil toneladas em 2025.
Apesar da queda no volume, o valor da produção cresceu 9,2% e alcançou R$ 67,3 milhões.
O Pará registrou a terceira maior produção do país.
Entre os municípios brasileiros, Óbidos (PA) se destacou com 2,4 mil toneladas, equivalentes a 9,1% da produção nacional.
No município, contudo, a quantidade produzida caiu 44,2% em relação a 2024.
Pará permanece como maior produtor de madeira em tora extrativa do país Os produtos madeireiros responderam pela maior parcela do valor da produção do extrativismo vegetal paraense.
O Pará, que voltou a ultrapassar Mato Grosso em 2022, permaneceu em 2025 como o maior produtor brasileiro de madeira em tora proveniente do extrativismo.
Foram produzidos 4,2 milhões de metros cúbicos, correspondentes a 39,6% da quantidade extraída no Brasil. O valor da produção paraense chegou a R$ 1,7 bilhão, representando 63% dos R$ 2,7 bilhões registrados nacionalmente.
Os três municípios com as maiores produções de madeira em tora extrativa do Brasil são paraenses: 1. Portel: 700 mil m³ 2. Prainha: 656,8 mil m³ 3. Santarém: 479,2 mil m³.
O Pará também foi o segundo maior produtor de carvão vegetal extrativo do país, com 139,8 mil toneladas e crescimento de 4,0% em relação a 2024.
Paragominas ficou na segunda posição entre os municípios brasileiros, com 62,4 mil toneladas, enquanto Ulianópolis ocupou a terceira, com 38,6 mil toneladas. Na produção de lenha extrativa, o Pará ficou na 6ª posição entre as Unidades da Federação, com 1,3 milhão de metros cúbicos. Baião foi o quinto maior produtor municipal do país, com 300 mil metros cúbicos.
Silvicultura paraense movimenta R$ 434,2 milhões em sentido contrário ao extrativismo, o valor da produção da silvicultura no Pará caiu 23,4% em 2025, interrompendo a trajetória de crescimento observada desde 2020. No Brasil, houve aumento de 8,6% no mesmo período. Com R$ 434,2 milhões, o Pará ocupou a 12ª posição entre as Unidades da Federação e manteve a liderança na região Norte, respondendo por 45,3% do valor regional da silvicultura.
A madeira em tora concentrou R$ 342,9 milhões do valor da silvicultura paraense. Desse total, R$ 248,7 milhões vieram da madeira destinada à produção de papel e celulose e R$ 94,2 milhões da madeira destinada a outras finalidades. O carvão vegetal movimentou outros R$ 91,2 milhões.
Entre os municípios paraenses, os maiores valores da produção da silvicultura foram registrados em: 1. Dom Eliseu: R$ 106,6 milhões 2. Paragominas: R$ 95 milhões 3. Breu Branco: R$ 91,7 milhões Sobre a pesquisa A Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), realizada anualmente pelo IBGE, investiga a quantidade e o valor da produção dos principais produtos provenientes do extrativismo vegetal e da silvicultura. As informações permitem acompanhar a produção florestal nos estados e municípios brasileiros e sua evolução ao longo do tempo.
Mais informações: Raíssa Veloso Jornalista da Superintendência Estadual do IBGE no Pará (85) 99936622.

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