sexta-feira, 6 de março de 2026

MINISTRO DO STJ NEGA RECURSO DO EX-DEPUTADO LUIZ SEFER E CHAMA DE 'ABUSO DO PODER DE RECORRER'

 

Ministro do STJ negou recurso da defesa do ex-deputado Luiz Sefer foi negado e considerou "abuso do direito de recorrer". (Foto: Tarso Sarraf/ Arquivo)

FONTE: O LIBERAL

'Ministro-relator Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também negou 'habeas corpus de ofício'

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Joel Ilan Paciornik - relator do caso do ex-deputado estadual Luiz Afonso de Paiva Sefer - rejeitou o pedido de recurso da defesa do ex-parlamentar condenado a 20 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável contra uma menina de 10 anos. A decisão monocrática do recurso foi disponibilizada no último dia 2 de fevereiro. Na argumentação para não aceitar o pedido, o ministro ainda afirmou que a situação "configura abuso do direito de recorrer", devido aos sucessivos recursos da defesa.

Procurado pela reportagem, o advogado criminal Roberto Lauria - que defende o ex-deputado - informou que a decisão foi monocrática do ministro Joel Ilan Paciornik e "já foi interposto recurso de Agravo para a quinta turma do STJ, obstando o trânsito em julgado". 

No recurso apresentado ao STJ, a defesa sustentou que o tribunal paraense deixou de aplicar entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) firmado na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.447, que trata da necessidade de autorização e supervisão judicial em investigações envolvendo autoridades com prerrogativa de foro e também pediu a concessão de habeas corpus de ofício, sob alegação de nulidade no processo.

A ADI 7.447 determina que investigações contra autoridades que têm foro privilegiado precisam de autorização judicial prévia e supervisão do tribunal competente durante a apuração. Como Luiz Sefer era deputado estadual na época do crime, o processo não teria seguido a exigência de supervisão pelo TJPA, o que anularia a condenação.Entretanto, o ministro do STJ entendeu que essa discussão deve ser analisada no momento próprio pelos tribunais superiores, e não na fase preliminar do recurso. O mesmo recurso já havia sido negado pelo TJ-PA. O tribunal não analisou a aplicação da ADI naquele momento, porque o processo estava apenas na fase de admissibilidade dos recursos."A matéria constitucional relativa à aplicação da ADI 7.447 ao caso concreto será apreciada oportunamente no mérito recurso extraordinário, perante o Supremo Tribunal Federal, órgão constitucionalmente competente para tal exame", apontou o ministro do Joel Ilan Paciornik.Paciornik ressaltou na decisão os constantes recursos da defesa como "abusos do direito de recorrer" com o intuito de atrasar o processo. "Com efeito, a análise dos autos revela indícios de que o Recorrente opôs embargos de declaração com idêntica fundamentação em múltiplas oportunidades; não apresentou tese nova capaz de alterar os julgamentos proferidos; insistiu em argumentos já expressamente rejeitados pelo Tribunal Pleno; utilizou os embargos de declaração com evidente propósito protelatório", apontou.

"A princípio, esta conduta configura abuso do direito de recorrer, nos termos dos arts. 5º e 77 do CPC, e justifica a imediata remessa dos autos a este Superior Tribunal de Justiça, em cumprimento ao art. 1.031 do CPC, para evitar a perpetuação de expedientes procrastinatórios", enfatiza o ministro.Paciornik decidiu também que não caberia habeas corpus de ofício, pois não há ilegalidade flagrante. "Quanto ao pedido subsidiário de concessão de habeas corpus de ofício formulado neste recurso especial, pelas mesmas razões já expostas, não merece acolhida. Não há ilegalidade flagrante, teratologia ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem. Os recursos extraordinário lato sensu foram admitidos no duplo efeito, permitindo o exame da matéria pelos tribunais superiores competentes, inexistindo coação atual ou iminente à liberdade do Recorrente", explica.O réu foi condenado em primeira instância a 21 anos de reclusão, com base no artigo 217-A do Código Penal. O Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) chegou a absolvê-lo, mas o STJ restabeleceu a condenação. A pena foi posteriormente fixada em 20 anos de prisão, em regime inicial fechado.CASO - O caso do ex-deputado estadual Luiz Sefer condenado há 20 anos de prisão condenado por estupro de vulnerável contra uma menina de 10 anos, que trabalhava como empregada doméstica, na residência da família Sefer, em Belém. A ação penal está em tramitação há 17 anos. O médico Luiz Afonso Sefer continua em liberdade.

O caso é um dos mais emblemáticos envolvendo violência sexual contra crianças no Pará e marcado por uma longa sucessão de decisões judiciais que anularam sentenças, suspenderam processos e impediram o cumprimento da pena, mesmo após confirmação da condenação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

FACCIONADOS FORTEMENTE ARMADOS MONITORANDO A FOLHA 1 - MARABÁ

Para intimidar rivais, os vídeos eram postados pela facção nas redes sociais/ Foto: Divulgação
FONTE: CORREIO DE CARAJÁS

 “Tamo de plantão hoje aqui na Folha 1. Tudo dominado aqui pela CCA (Comando Classe A). Os alemão tão tudo na mira”. A fala é de um homem aparentemente jovem, com o rosto coberto. De cima de uma laje, ele empunha uma submetralhadora direcionada para a via pública.

O vídeo que mostra a cena, segundo a Polícia Civil, foi gravado no Núcleo Nova Marabá, em Marabá. Na sequência da gravação, o personagem reforça a dominância da área pela facção CCA e diz que ali não tem PCC (Primeiro Comando da Capital).

A submetralhadora calibre 9 mm que aparece nas imagens foi apreendida nesta quinta-feira (5). Um homem que a portava no mesmo local onde a gravação ocorreu foi morto em troca de tiros com policiais militares. Ele ainda não foi identificado

A intervenção ocorreu durante cumprimento de um mandado de recaptura contra Jailson Sena Barbosa, que foi localizado na residência e está à disposição da justiça. A companheira dele, Mikaela Oliveira dos Santos, que cumpre prisão domiciliar, também foi detida.


Mikaela foi autuada em flagrante por drogas e arma encontradas na casa

PRESENÇA NA LAJE

De acordo com a Polícia Civil, as Delegacias de Homicídios de Marabá e de Altamira monitoram constantemente a presença do CCA – surgido em Altamira –  na região Sudeste do Pará.

Trocando informações, os policiais identificaram uma residência na Folha 1 onde homens armados atuavam na laje fazendo monitoramento da presença policial e de faccionados rivais.

Os vídeos gravados no local pelos próprios criminosos, inclusive durante o dia, demonstravam o poder de fogo da organização. Conforme a Polícia Civil, para ameaçar integrantes da facção rival, os conteúdos eram postados em redes sociais, o que causa temor na população.

Ao longo da investigação, além do endereço, a Delegacia de Homicídios de Marabá conseguiu identificar Jailson Sena Barbosa como um dos suspeitos que moravam no local.

A ação policial cumpriu mandado de recaptura contra Jailson

AÇÃO APÓS PRISÕES

Na tarde de quinta, após a prisão de cinco suspeitos de um homicídio registrado no mesmo dia, no Núcleo São Félix, policiais seguiram monitorando a região e perceberam a presença de uma pessoa na laje.

Guarnições do Batalhão de Missões Especiais (BME), da Polícia Militar, decidiram entrar no imóvel. A pessoa que estava com a submetralhadora tentou fugir da laje e, durante a fuga, efetuou disparos contra uma guarnição.

Os militares reagiram e atingiram o suspeito. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal, mas não resistiu aos ferimentos. A submetralhadora apreendida estava alimentada com mais de vinte munições.

O mandado de recaptura de Jailson foi cumprido dentro da residência, onde ele estava. A investigação também apontou que o número do telefone de onde eram postados os vídeos pertence a Mikaela. Ela também mora no local.

Em razão da apreensão da arma e de drogas na casa, a mulher foi encaminhada junto do homem à Delegacia de Polícia Civil. Não foi divulgado, até o momento, se os dois irão responder também por crimes referentes às apreensões em flagrante. A reportagem não teve acesso ao casal para ouvir a versão dele dos fatos.

POLÍCIA TENTA FREAR O CCA EM MARABÁ

Em janeiro deste ano, três pessoas morreram durante uma operação do BME. A ação resultou, ainda, nas prisões de dois adultos e na apreensão de um adolescente de 17 anos, na Marabá Pioneira.

O grupo integra a organização criminosa que nasceu em Altamira e tenta tomar território em Marabá, tentando expulsar facções rivais.

EDITAL - AVISO DE PEDIDO DE LICENÇA ENGNORTE CONSULTORIA E PROJETOS LTDA

 




ENGNORTE CONSULTORIA E PROJETOS LTDA

CNPJ: 23.295.781/0001-94

Aviso de Licença


A empresa ENGNORTE CONSULTORIA E PROJETOS LTDA com CNPJ: 23.295.781/0001-94 torna público que requereu a Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SEMMA, Ourilândia do Norte - PA, a Licença Municipal de Operação (LMO), para atividade Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos industriais, em Ourilândia do Norte.

Protocolo n° 20260305-A em 05/03/2026.

MENSAGENS REVELADAS ENTRE MORAES E VORCARO GERAM CRISE NO STF

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Alexandre de Moraes, ministro do STF. | Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo e Rosinei Coutinho/STF

Fonte DOL

 Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) classificaram como “grave” e de difícil explicação a troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no dia da primeira prisão do empresário, 17 de novembro de 2025. A interlocução foi revelada pela colunista Malu Gaspar e aprofundou a crise de imagem do tribunal, que enfrenta forte desgaste institucional desde o início das investigações sobre o banco.

De acordo com informações extraídas do celular de Vorcaro, o banqueiro enviou nove mensagens via WhatsApp entre 7h19 e 20h48, enviadas como imagens de visualização única. Ele detalhava negociações sobre a venda do Master, sugeria informações sobre o inquérito sigiloso que levou à prisão dele e questionava Moraes. “Conseguiu bloquear?”, dizia uma das mensagens. A prisão ocorreu no Aeroporto de Guarulhos na noite daquele dia.

Moraes nega mensagens e defesa questiona divulgação

O ministro Alexandre de Moraes negou ter recebido as mensagens e classificou a matéria como “ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o STF”. A defesa de Vorcaro afirmou que a divulgação das informações do celular envolve “conversas íntimas, pessoais e que expõem terceiros não envolvidos com os fatos, além de supostos diálogos com autoridades e até o ministro do STF [...] talvez editadas e tiradas de contexto”.

Já ministros ouvidos pelo GLOBO destacam que é necessário ter acesso à íntegra das comunicações para compreender o contexto completo. Além disso, integrantes próximos a Moraes também reforçam que é preciso aguardar possíveis novos desdobramentos.

Crise institucional

O caso Master é considerado uma das maiores crises institucionais do Supremo dos últimos anos. O ex-relator do inquérito, Dias Toffoli, deixou a função recentemente após semanas de desgaste e questionamentos sobre a relação dele com a empresa Maridt, que vendeu participação em um resort no Paraná para um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

A relatoria foi então sorteada para André Mendonça, que decretou a prisão de Vorcaro e outros investigados na terceira fase da operação Compliance Zero. A investigação da Polícia Federal apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, envolvendo crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo os investigadores, o esquema teria usado estruturas do mercado financeiro para captar recursos, movimentar ativos de alto risco ou baixa liquidez, ocultar prejuízos e desviar recursos. A decisão de Mendonça também cita suspeitas de interlocução com servidores públicos e tentativas de interferir nas investigações.

A decisão sobre a prisão de Vorcaro será analisada pela Segunda Turma do STF, que começará a deliberar a partir do dia 13 de março.

Reação do Congresso

A divulgação das mensagens provocou forte repercussão dentro do Congresso. O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, afirmou que os fatos “são gravíssimos e exigem apuração rápida e transparente” e ressaltou que indicam “relações, no mínimo, não republicanas entre ministros da Suprema Corte e um cidadão que hoje está preso e denunciado por fazer parte do crime organizado, com fraudes e golpes bilionários”.

Na Câmara, o deputado Duarte Júnior, vice-presidente da CPI do INSS, disse que pretende levar o tema à comissão e avaliar a convocação de Moraes para prestar esclarecimentos. “Não se trata de um encontro institucional entre um ministro do Supremo e um magistrado dentro do tribunal, mas de um encontro particular, com relações pessoais e mensagens perguntando sobre supostos bloqueios de processo. São questões graves que precisam ser aprofundadas”, afirmou.


EDITAL - AVISO DE LICENÇA DITARCIO COSTA MARANHÃO LTDA

 


DITARCIO COSTA MARANHÃO LTDA 

CNPJ 09.584.548/0004-95

AVISO DE LICENÇA 


A empresa DITARCIO COSTA MARANHÃO LTDA - (DROGARIA SALES) com CNPJ 09.584.548/0004-95 torna público que recebeu da Secretaria Municipal de Meio Ambiente Turismo e Indústria - SEMATI/Tucumã a Licença Municipal de Operação – (LO) para atividade comércio varejista de produtos farmacêuticos sem manipulação de formulas na Av. Brasil, n°1104 setor Morumbi - Tucumã - Pará. 


Protocolo nº 28/05/2025. 

JOVEM É MORTO NO RESIDENCIAL VALE DAS ROSAS EM TUCUMÃ


Jovem é morto a tiros por dois homens em rua de Tucumã. (Foto: Redes Sociais)
Fonte: O Liberal

Um jovem identificado como Wandeilton Nascimento dos Santos, de 21 anos, foi morto a tiros na noite de quinta-feira (3), no município de Tucumã, no sul do Pará. O crime ocorreu no setor Vale das Rosas, área conhecida como “Casinhas”. Conforme as informações iniciais, dois homens alvejaram a vítima e fugiram correndo.
Segundo informações preliminares, agentes do 36º Batalhão da Polícia Militar foram acionados por volta das 20h30. Testemunhas relataram que os homens surpreenderam a vítima, que estava em uma calçada. Após dispararem várias vezes, teriam corrido e saído do local sem serem identificados.
Na cena do crime, moradores não conseguiram fornecer detalhes que pudessem ajudar a descobrir a identidade dos autores do crime ou esclarecer as circunstâncias da morte do jovem. A motivação do assassinato também ainda não foi esclarecida.

A equipe da Delegacia da Polícia Civil de Tucumã informou que algumas linhas de investigação já estão sendo analisadas, mas o caso ainda está em fase inicial de apuração. Familiares teriam relatado aos policiais que Wandeilton possuía antecedentes criminais, porém teria se afastado desse tipo de envolvimento após a companheira engravidar. O corpo do jovem foi removido por uma funerária e encaminhado para os procedimentos legais de perícia. A Polícia Civil deve ouvir oficialmente familiares e pessoas próximas à vítima para tentar reunir informações que ajudem a esclarecer o caso.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

AVISO - PEDIDO DE LICENÇA W.M HOTEL LTDA

 



W.M HOTEL LTDA

CNPJ 08.629.163/0001-40

AVISO DE PEDIDO DE LICENÇA


A empresa W.M HOTEL LTDA com CNPJ 08.629.163/0001-40 torna público que requereu a Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SEMMA, Ourilândia do Norte – PA, a Licença Municipal de Operação – LMO, para atividade HOTEL/APART-HOTEL, EXCETO EM ÁREAS SENSÍVEIS OU ÁREAS PROTEGIDAS, em Ourilândia do Norte.


Protocolo nº 20260227-D em 27/02/2026.