Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, durante sessão plenária do Senado. (Foto: Reprodução / TV Senado
O presidente do Senado, Davi
Alcolumbre (União-AP), disse que promulgou nesta sexta-feira, 8, a lei da
dosimetria de penas aos condenados pelo 8 de Janeiro. Um dos beneficiados da
lei será o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), com a pena reduzida
de 27 anos para 20 anos e diminuição do tempo de regime fechado para dois
anos e quatro meses. Segundo a presidência do Senado, a previsão é que o texto
seja publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
Em nota, Alcolumbre lembrou
que a promulgação caberia ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
(PT), mas que, diante da inação do Palácio do Planalto, o papel passou ao
Senado.
"Nos termos da
Constituição Federal, compete ao presidente do Senado Federal promulgar a lei
quando o presidente da República não o faz no prazo constitucional de 48
horas", afirmou o senador no comunicado.
Partidos de oposição
pediam uma anistia total, ou seja, a extinção das penas dos condenados pelo 8
de Janeiro. Sem acordo, essas siglas, juntamente com o Centrão, construíram
um projeto de dosimetria, para reduzir o tempo das condenações. O projeto
foi aprovado pelo Congresso em dezembro. Em 8 de janeiro, Lula vetou o texto
integralmente, mas, na semana passada, deputados e senadores derrubaram o veto.
Antes da lei, o Decreto-Lei nº
2.848 determinava 4 a 12 anos de reclusão para o crime de tentativa de
golpe de Estado e 4 a 8 anos de reclusão para tentativa de abolição
do Estado Democrático de Direito, possibilitando a soma das penas. O lei
estabeleceu que as penas dos crimes não poderão ser somadas, mesmo que
praticadas no mesmo contexto.
O texto também define que,
quando esses crimes forem cometidos em contexto de multidão, a pena será
"reduzida de um terço a dois terços, desde que o agente não tenha
praticado ato de financiamento ou exercido papel de liderança".
As regras favorecerão
pessoas que participaram da depredação de prédios públicos em 8 de janeiro de
2023, mas não aquelas que financiaram ou lideraram os atos.