sexta-feira, 19 de setembro de 2025

OPERAÇÃO REJEITO PRENDE INDICADOS POR MINISTRO DE MINAS E ENERGIA

FONTES: PF, G1, PODER 36O°, SITE MIGALHAS.

A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta quarta-feira (17), 22 mandados de prisão preventiva e 79 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais contra um esquema de fraude em licenças ambientais e organização criminosa e prendeu empresários, advogado e um delegado da PF.

 São 17 pessoas investigadas alvos desses 22 mandados. Há cinco mandados repetidos, por decisões diferentes, segundo a PF, na operação "Rejeito".

Caio Seabra, diretor da ANM, foi preso pela PF em operação contra fraude e corrupção no setor de mineração.(Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado).

Entre os presos estão o delegado da Polícia Federal de Minas Gerais Rodrigo de Melo Teixeira e o diretor da ANM (Agência Nacional de Mineração), Caio Mário Seabra. O ex-diretor da ANM Guilherme Gomes também é alvo de prisão.

Delegado Rodrigo de Melo Teixeira | Foto: (Elza Fiuza/Agência Brasil)

Rodrigo Teixeira é apontado pela PF como beneficiário do esquema. Segundo integrantes da PF,  o delegado usou a esposa para titularizar uma empresa de exploração de minério. Com isso, vendeu o prestígio dele como diretor da PF para conseguir uma participação societária em uma empresa maior, que ia explorar a mina.

A PF diz que o delegado usava os acessos e contatos para conseguir as autorizações de exploração. Inclusive já estaria em andamento a negociação de venda da parte dele nessa mina por R$ 30 milhões.

Dois fatos interessantes sobre esse delegado preso;

Rodrigo de Melo Teixeira, ex-superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais e responsável pelo início da investigação da facada contra Jair Bolsonaro em 2018. 

Rodrigo de Melo Teixeira, delegado da Polícia Federal, foi indicado para a CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), nome fantasia é SGB (Serviço Geológico do Brasil), empresa governamental ligada ao MME...

* As  duas pessoas presas na operação Rejeito, deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta quarta feira 17, foram indicadas para cargos públicos pelo ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira (PSD). 

A investigação indica fraudes em licenças ambientais por meio do pagamento de propinas a agentes públicos. Rodrigo de Melo Teixeira, delegado da Polícia Federal, assumiu o cargo de Diretor de Administração e Finanças na CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais —nome fantasia SGB, Serviço Geológico do Brasil), vinculado à pasta. O advogado Caio Mário Trivellato Seabra Filho foi indicado para a ANM (Agência Nacional de Mineração), onde ocupa o cargo de diretor. Silveira não é citado nas representações da PF nem nas decisões judiciais relacionadas à operação. Em nota, o MME afirmou que as indicações para cargos de direção em instituições vinculadas são formalizadas pela pasta, mas passam por processo de avaliação e governança conduzido de forma independente por entes externos. 

O ministro também recebeu R$ 100 mil em doação eleitoral de João Alberto Lages, ex-deputado estadual por Minas Gerais, durante sua campanha ao Senado em 2022. Lages também foi preso preventivamente na quarta feira 17. 

Segundo a investigação, ele atuava como articulador político do esquema, coordenando pagamentos de propina, manipulação normativa e interlocução com funcionários públicos e lobistas. Em notas oficiais a ANM e o SGB disseram respeitar a legalidade e a transparência. A ANM afirmou que tomou conhecimento da operação pela imprensa e que não houve comunicação formal sobre me...

Até o momento, 15 pessoas foram presas e há dois foragidos.

Veja os principais alvos da PF:

  • Caio Mário Trivellato Seabra Filho, diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM). É advogado especialista em direito ambiental
  • Guilherme Santana Lopes Gomes, ex-diretor da ANM
  • Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como líder do grupo criminoso
  • João Alberto Paixão Lages, sócio de Alan na mesma empresa e articulador do esquema, segundo a PF
  • Helder Adriano de Freitas, sócio de Alan em empresa mineração e apontado como articulador com servidores públicos e representantes de órgãos ambientais para manipular processos de licenciamento
  • Rodrigo de Melo Teixeira, delegado da Polícia Federal de Minas Gerais. Ex-diretor de Polícia Administrativa, da cúpula da PF entre 2023 e 2025. Ex-superintendente da PF em Minas.
  • Gilberto Henrique Horta de Carvalho, consultor ambiental
  • Felipe Lombardi Martins, do núcleo administrativo, encarregados dos saques e transporte de valores, pagamentos de vantagem indevida a servidores públicos, diz a PF
  • Jamis Prado de Oliveira Júnior, do núcleo administrativo, encarregados dos saques e transporte de valores, pagamentos de vantagem indevida a servidores públicos, diz a PF
  • Rodrigo Gonçalves Franco, ex-presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM)
  • Leandro César Ferreira de Carvalho, servidor da ANM
  • Arthur Ferreira Rezende Delfim, diretor de Apoio à Regularização Ambiental da FEAM e responsável por assinar licença.

Além dos pedidos de prisão dos empresários, a Justiça Federal determinou o afastamento de:

  • Fernando Baliani da Silva, funcionário estadual da FEAM;
  • Breno Esteves Lasmar, do Instituto Estadual de Florestas (IEF);
  • Fernando Benício de Oliveira Paula, do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam).

Segundo a investigação, mais de R$ 3 milhões foram pagos em propina a agentes públicos. Alguns dos alvos investigados são suspeitos de receber mesada para favorecer os interesses da organização criminosa.

Infográfico - Operação Rejeito, da Polícia Federal, revelou esquema de mineração ilegal em MG. — Foto: Arte/g1


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